O equipamento usa o conceito de microfluídica, onde milhares de
minúsculos canais entalhados em um substrato de vidro conduzem as
substâncias usadas nas reações. As quantidades utilizadas são mínimas, da ordem de algumas moléculas
por reação, o que ajuda na economia de material muitas vezes raro e
caríssimo, aumentando a eficiência do laboratório e reduzindo custos.
Além disso, menos quantidade significa na maioria das vezes menos tempo
para a reação ocorrer, apressando o processo. Nos testes iniciais, o chip conduziu 1024 reações simultâneamente,
automatizou um processo com milhares de ciclos em apenas algumas horas
e identificou corretamente inibidores para uma enzima. Tudo é controlado por um PC
e, uma vez completado o experimento, o chip é colocado em um
espectrômetro de massa para a análise dos resultados. Os cientistas
esperam, em breve, automatizar também esta parte do processo. O estudo foi patrocinado pelo Departamento de Energia dos EUA e pelo
Instituto Nacional de Saúde. Segundo os pesquisadores, um dos próximos
passos é ajustar o sistema para detecção de um tipo de enzima
responsável pela transformação de células cancerígenas em uma variante
maligna.
Fonte: Terra
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